A importância do lúdico

A importância do lúdico

A pandemia afetou a todos, sem distinção. Adultos, idosos e crianças precisaram se adaptar para superar o desconforto do isolamento social. Assim, buscaram a readaptação a um mundo mais atento, preocupado, alerta. Com as crianças, estas mudanças talvez tenham pesado um pouco mais, por serem identidades em formação. É sobre elas e sobre a importância de uma educação atrelada à criatividade que trataremos aqui.

Na escola, as crianças fazem mais do que aprender o conteúdo proposto no currículo escolar. Ali é o momento em que elas compartilham experiências, trabalham a sociabilidade, são estimuladas a conviver e criar com alternativas lúdicas que lhes desenvolvam habilidades. É através do lúdico, que se atrela o aprender com a diversão.

O que é lúdico?

O lúdico, nada mais é do que o aprender brincando. É naquele momento de interação com os demais, que a criança percebe seu mundo e o alterna com a fantasia, ainda que reconheça a realidade. É com a própria fantasia das brincadeiras e jogos, que ela elabora sensações e sentimentos verdadeiros, reações e comportamentos que a prepararão para situações de seu cotidiano. O lúdico é fundamental ao desenvolvimento humano.

Em tempos de isolamento social, as escolas se tornaram virtuais e as interações presenciais foram restringidas ao ambiente familiar de espaço reduzido. Com isso, por mais que os programas de educação à distância tenham contribuído para a transmissão do conhecimento, os pais precisaram se reinventar. Foi necessário somar às jornadas de trabalho, tempo extra para remediar as carências dos filhos em uma estadia prolongada de ambiente único. O lúdico entrou em cena novamente, não apenas nos momentos da antiga rotina familiar, mas agora como um imperativo.

Como funciona?

Segundo Piaget, a criança passa por quatro estágios de desenvolvimento:

  1. Sensório-motor (até dois anos);
  2. Pré-operatório (entre dois e sete anos);
  3. Operações concretas (sete a doze anos);
  4. Operações formais (após doze anos).

Assim, entre os dois e doze anos, é quando ela passa a formar uma compreensão do mundo, entre perceber a realidade e começar a se associar como parte dela, percebendo e se relacionando com o outro, vivendo a fantasia e depois, a entendendo como tal e a ressignificando através de símbolos.

Enquanto ela segue em formação, é fundamental manter o estímulo, através das relações intra e interpessoais, entre a afetividade e a comunicação, e com brincadeiras. Novamente, é o lúdico um dos responsáveis, através de jogos simbólicos – brincadeiras com bonecos, objetos que representam outros, como aviões de papel – pela construção de significados e expressão de sentimentos para o mundo real. Sem a fantasia em tenra idade, há maior dificuldade em sua comunicação na fase adulta.

É preciso estar atento e forte, já dizia a canção. No caso da infância, há ainda que estar perto e ativo, para permitir e dar alternativas às crianças de serem crianças. É preciso investir nas brincadeiras, desenvolver projetos criativos que complementem a educação tradicional e investir neles como uma fonte importante do conhecimento. O lúdico é parte da infância, e é através de suas ferramentas, que se prepararão as crianças para o crescer.

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